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Novos computadores nas escolas. Fenprof diz que "há apoio que só pode ser dado por técnicos" e mantém greve

29-03-2024 - TSF

Ainda que o Ministério da Educação considere que a substituição de computadores nas escolas permite oferecer "condições para a realização das provas em formato digital", o secretário-geral da Fenprof aponta para dois aspetos diferentes. Também os diretores das escolas falam de um processo que "demora muito tempo”.

O Conselho de Ministros aprovou uma verba de 6,5 milhões de euros para compra de novos computadores, de forma a garantir a realização das provas de aferição e nacionais que, este ano, serão em formato digital. No entanto, a Fenprof garantiu esta segunda-feira que o pré-aviso de greve "não será levantado" e os diretores das escolas têm dúvidas que o Governo consiga concretizar um processo que, na verdade, "demora muito tempo".

A notícia foi avançada pelo Jornal de Notícias, que cita uma resposta do Ministério da Educação a dar conta de que “a verba agora aprovada visa permitir que as escolas substituam computadores que estão inoperacionais porque a sua reparação não é viável ou compensadora” e, por outro lado, "permitir que as escolas tenham todas as condições para a realização das provas em formato digital".

No entanto, apesar das garantias do Governo, a Fenprof não vai desconvocar a greve para os professores de informática.

“Se há realmente disponibilidade financeira para substituir os computadores que avariam, não há nenhuma razão para não ser feita. Agora, associar à questão das provas em formato digital é algo diferente”, disse Mário Nogueira, em declarações à TSF, considerando necessário assegurar que existam técnicos nas escolas para prestar apoio.

“Durante o período em que a prova se realiza, há avarias que surgem nos computadores, por vezes até na própria rede. Apoio que é preciso dar e que só pode ser dado por técnicos”, reiterou.

Questionado sobre a greve convocada pela Fenprof a partir de 8 de abril e até ao final do ano letivo, Mário Nogueira esclareceu que “não será levantada” e falou mesmo de uma “compra inesperada”.

“Não é chegar ali a uma loja e comprar computadores. Estamos falar em administração pública e de um conjunto de procedimentos e tempos que têm que ser respeitados”, concluiu.

As mesmas dúvidas são partilhadas pelo presidente da Associação de Diretores e Agrupamentos e Escolas Públicas. Também ouvido pela TSF, Filinto Lima afirma que não têm “qualquer informação por parte da tutela sobre isto”.

“As empresas que vendem computadores não estão preparadas para que as escolas possam adquirir milhares de computadores, isto demora muito tempo”, lançou.

Ainda que considere a medida “positiva”, Filinto Lima considera que o Governo quer “atribuir uma enorme responsabilidade aos directores para que, se isto correr mal, a culpa ser de facto de quem está sempre presente na solução”.

O presidente da Associação de Directores e Agrupamentos e Escolas Públicas pediu ainda ao próximo Governo que decida se as provas se vão realizar ou não em formato digital.

 

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