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Desfile militar em Pyongyang antes dos Jogos Olímpicos de Inverno

09-02-2018 - RTP

A Coreia do Norte realizou na quinta-feira, véspera da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno na cidade sul-coreana de Pyeongchang, um desfile militar na Praça Kim Il-Sung, em Pyongyang.

Ao contrário do que é habitual, a televisão estatal norte-coreana não transmitiu a parada militar em direto. O desfile realizou-se numa altura de maior aproximação entre as duas Coreias.

“O Governo sul-coreano tem conhecimento de que o desfile militar começou em Pyongyang, um dia antes do meio-dia”, afirmou uma fonte da Defesa, em Seul.

No desfile, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, afirmou que o país tem “um poder militar de classe mundial”.

O governante, que supervisionou a aceleração de programas nucleares e balísticos no seu país, declarou, perante o público: “Nós conseguimos demonstrar ao planeta o nosso estatuto de poder militar de classe mundial ".

Kim Jong-un, vestido com um longo casaco de inverno preto, foi mostrado a caminhar num tapete vermelho com a esposa no início do evento.

No discurso, Kim disse que o desfile marca o surgimento da Coreia do Norte como um "poder militar global", apesar de enfrentar as "piores sanções".

O líder norte-coreano pediu aos seus militares que mantenham um alto nível de prontidão de combate contra os Estados Unidos e os seus "seguidores", para que “as forças invasivas não possam violar ou assediar a dignidade sagrada da república e a autonomia, mesmo que 0,001 milímetros".

A Coreia do Norte anunciou em janeiro que este ano celebraria o 70.º aniversário do seu Exército a 8 de fevereiro e não em abril, como é tradicional.

O último desfile militar realizado na Coreia do Norte foi a 15 de abril de 2017, por ocasião do 105.º aniversário do nacimento de Kim Il-Sung, também dia do país.

Na ocasião, o regime de Kim Jong-Un apresentou, perante centenas de meios de comunicação social internacionais, uma monumental exibição de armamento e de novos mísseis, o que alarmou a comunidade internacional.

Em janeiro, Seul e Pyongyang chegaram a acordo sobre a participação de uma ampla delegação de atletas e autoridades norte-coreanas, onde se inclui a irmã do líder Kim Jong-un.

Os dois países concordaram em desfilar juntos na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, sob a chamada “bandeira unificada”.

Para sábado está agendado um encontro entre o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, com a delegação norte-coreana presente em Pyeongchang. Entre os participantes no encontro estará a irmã do líder norte-coreano, Kim Yo Jong.

Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong-un, é o primeiro membro da família que lidera a Coreia do Norte a visitar a Coreia do Sul desde o final da guerra em 1953.

Encontro com EUA fora de questão

Mike Pence, vice-presidente dos EUA, que também vai participar sexta-feira na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, afirmou que queria “garantir que a Coreia do Norte não use o poderoso simbolismo para documentar a verdade do seu regime”.

A Coreia do Norte anunciou que não tem a intenção de se reunir com representantes dos Estados Unidos durante o evento.

“Não temos intenção de uma reunião com as autoridades norte-americanas durante a nossa visita à Coreia do Sul. Nunca pedimos um diálogo com os Estados Unidos e nunca o faremos”, afirmou um membro do Ministério norte-coreano das Relações Exteriores à agência oficial de notícias KCNA.

Seul pediu às Nações Unidas uma isenção para permitir que Choe Hwi, um funcionário norte-coreano sancionado pela ONU, assista à cerimónia de abertura do evento com a restante delegação de Pyongyang.

 

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