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Um volte face, uma deslealdade, e as ganas de honrar a palavra dada

01-12-2017 - Lusa

A deputada bloquista Mariana Mortágua marcou o encerramento do debate sobre o Orçamento de Estado para 2018 acusando o Executivo de não ter “honrado a palavra dada”.

A deputada do BE Mariana Mortágua condenou o “volte face” e a “deslealdade” do PS quanto à contribuição sobre as renováveis, acusando esta segunda-feira os socialistas de cederem perante o “poder das elétricas”.

“Não nos queixamos apenas da deslealdade de ter rasgado o compromisso com o Bloco, o que já não seria pouco, porque a lealdade parlamentar baseia-se na palavra dada. Queixamo-nos da oportunidade que o país perdeu“, afirmou.

Em causa está o chumbo de uma proposta dos bloquistas, num volte face de última hora, que previa uma taxa extraordinária para as empresas produtoras de energias renováveis, que renderia aos cofres do Estado mais de 250 milhões de euros.

Esta segunda-feira em plenário, o PS votou contra, mas a proposta tinha já merecido o voto favorável do PS na sexta-feira passada. Para a deputada do Bloco, o que fica à vista “é que o Partido Socialista preferiu amarrar-se aos mesmos setores que já protegeu nos seus governos anteriores”.

Na sua intervenção, a líder parlamentar do BE justificou depois o voto favorável do partido, afirmando que o Bloco de Esquerda negociou com seriedade e não voltaria atrás na decisão anteriormente anunciada porque, para o BE, “palavra dada é mesmo palavra honrada“.

A deputada defendeu que “nada justifica o volte face do Partido Socialista a não ser a subserviência de sempre ao poder das elétricas” e sublinhou que as “rendas excessivas são o reflexo de uma economia refém dos interesses de uns poucos”.

Costa “momentaneamente cansado” mas com ganas

António Costa rejeitou, esta segunda-feira, a tese de que o Governo já cumpriu o seu programa, afirmando que está “com ganas” de abrir novos caminhos e com ambição de levar “mais longe” o país.

O primeiro-ministro garante que “a palavra dada será sempre honrada” e diz estar com “ganas de continuar a levar o país para a frente” e de ir além do programa do Governo.

Depois do debate aceso entre o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda, sobre a contribuição solidária a incidir sobre as elétricas, e depois de Mariana Mortágua acusar o PS de ser desleal, o secretário-geral do PS respondeu ao BE no comício do PS, em Lisboa, que marcou os dois anos de Governo.

“A confiança que conquistámos com a garantia da estabilidade política, a confiança que conquistámos no respeito pelos compromissos que assumimos, os nossos compromissos com a União Europeia, com os nossos parceiros parlamentares e, sobretudo, os nossos compromissos com as portuguesas e os portugueses, porque como sempre temos dito: palavra dada será sempre palavra honrada”, afirmou.

Segundo fontes do grupo parlamentar e do governo, a razão que levou o PS a este volte face foi um “erro de coordenação” dentro da bancada. Na sexta-feira passada, o PS deveria ter votado contra, mas votou a favor. Ao DN, um deputado do partido afirma que este erro refletiu as visões diferentes sobre o assunto dentro da bancada.

Numa altura em que o Governo comemora dois anos de vida, António Costa garante que há muito mais por fazer e que “aqueles que dizem que já esgotámos o nosso programa não conhecem a nossa ambição de ir mais além”.

O secretário-geral do PS prometeu ainda que, enquanto houver estrada pela frente, o seu Governo vai “continuar a andar”. E mesmo quando o caminho estiver todo percorrido, Costa promete ir mais além, “porque a nossa estrada não tem fim”.

O primeiro-ministro respondeu também àqueles que “simpaticamente” lhe dizem “para descansar um bocadinho” por estar com um ar cansado.

“Quero dizer a todos o seguinte: Posso estar momentaneamente cansado, mas isso em nada diminui as minhas ganas, a minha vontade e a minha força e a determinação de continuar a levar para a frente o PS, o Governo e o país, porque é isso que os portugueses esperam de nós”, declarou, recebendo uma prolongada salva de palmas.

Lusa

 

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