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Falta de dinheiro afasta um em cada quatro jovens que desistem de estudar

01-12-2017 - Nuno Guedes

Vontade de ter independência financeira da família lidera razões para deixar de estudar depois do ensino secundário. Dificuldades económicas surgem em segundo lugar.

As dificuldades económicas estão na base da desistência de um quarto dos jovens que deixam os estudos depois do ensino secundário.

A conclusão está num estudo da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC) sobre o percurso dos "Jovens no Pós-Secundário".

O questionário enviado às escolas vai na quinta edição e permite perceber que há mais jovens a continuarem os estudos depois de terminarem o 12.º ano.

No ano passado, em comparação com o estudo anterior feito em 2014, existiu uma descida de 30,2% para 23,2% dos jovens que saíram do Secundário e foram trabalhar em vez de prosseguirem a sua formação.

O inquérito permite perceber as motivações de quem deixou os estudos sendo que a maioria, 61%, justifica esse caminho com o objetivo de conseguir a independência financeira da família.

A segunda causa mais comum para parar de estudar está no entanto diretamente relacionada com "dificuldades económicas", razão apresentada por 25,5% dos alunos (um em cada quatro), o que, apesar de parecer muito, é menos 7 pontos percentuais que em 2014.

Escolaridade da família parece influenciar decisão

Ter o próprio dinheiro justifica ainda 22,9% das desistências, enquanto 22,6% dizem que tiveram uma boa oportunidade de trabalho que merecia ser aproveitada.

Apenas 14,2% dos jovens que deixaram os estudos no fim do secundário dizem que o fizeram porque "a trabalhar aprendem-se coisas que a escola não ensina" e 12,4% porque decidiram, pura e simplesmente, "não continuar a estudar".

O estudo da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência sublinha, no entanto, que as razões para deixar de estudar revelam "grandes diferenças" tendo em conta a escolaridade da família do jovem.

Quanto menos tempo passaram os pais na escola, mais os filhos dizem ter começado a trabalhar para conseguir independência financeira ou por terem dificuldades económicas.

Fonte: TSF

 

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