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Produtores florestais denunciam “cenário de pós-guerra” e apoios insuficientes

10-11-2017 - Esquerda.net

“Situação atual é de um cenário de pós-guerra, as medidas em curso são insuficientes para a resolução do problema e os representantes do sector florestal não estão a ser ouvidos”, lê-se no comunicado inédito que junta todas as organizações dos produtores e prestadores de serviços florestais.

Pela primeira vez, todas as organizações representantes dos produtores florestais e dos prestadores de serviços florestais lançaram um comunicado conjunto, no qual apelam ao Governo que dê justificada atenção “para a real dimensão da tragédia social e económica resultante dos incêndios de 2017”.

O comunicado, divulgado esta terça-feira, denuncia que a situação nos territórios afetados pelos incêndios “é ainda mais grave do que os meios de comunicação social têm propalado” e que “há medidas urgentes que têm de chegar ao terreno no curto prazo”.

“A situação atual é de um cenário de pós-guerra, as medidas em curso são insuficientes para a resolução do problema e os representantes do sector florestal não estão a ser ouvidos”, lê-se no comunicado inédito, subscrito pelas sete organizações do sector (ANEFA - Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente; BALADI - Federação Nacional dos Baldios; FENAFLORESTA - Federação Nacional das Cooperativas de Produtores Florestais Fcrl; FNAPF - Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais; FORESTIS - Associação Florestal de Portugal; FORUM FLORESTAL - Estrutura Federativa da Floresta Portuguesa; e UNAC - União da Floresta Mediterrânica).

Os representantes do sector florestal reuniram em Coimbra, no passado dia 3 de Novembro e, considerando o momento actual da discussão do OE 2018 e que “o mesmo vai ter um efeito determinante na minimização do impacto dos incêndios catastróficos de 2017”, decidiram emitir o comunicado conjunto, informando a opinião pública do seguinte:

1. A situação nos territórios afetados é ainda mais grave do que os meios de comunicação social têm propalado;

2. Há medidas urgentes que têm de chegar ao terreno no curto prazo;

3. A situação existente é de um cenário “pós-guerra” que exige uma atuação de emergência;

4. A floresta, a agro-floresta e os produtores florestais raramente são referidos como parte da solução;

5. Os apoios não chegaram e não se vislumbra que irão chegar no curto prazo;

6. Há muito trabalho feito na floresta e nos territórios rurais pelo sector agroflorestal e pelas suas organizações, e está maioritariamente a ser feita “tábua rasa” de todo esse capital;

7. É preciso atuar no imediato e pensar o futuro de forma diferente, tendo em consideração que sem o território e os seus agentes esse futuro vai estar decisivamente comprometido.

As organizações anunciam, por fim, que irão solicitar uma audiência com carácter de urgência ao Primeiro-Ministro e também à Comissão de Agricultura e Mar da Assembleia da República.

O comunicado faz ainda nota de que o total da produção da silvicultura e exploração florestal foi de 1.241 milhões de euros, enquanto que o Valor Acrescentado Bruto (VAB) da silvicultura registou, em 2015, cerca de 893 milhões de euros. Em 2016, as exportações florestais totalizaram 4,7 mil milhões de euros, enquanto que o saldo da balança comercial dos produtos de origem florestal registou um excedente de 2,5 mil milhões de euros.

 

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