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Domingo 25 de Junho de 2017  
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Vitória arrasadora deixa Macron à espera da 2ª volta para ficar com 3/4 do parlamento

16-06-2017 - BBC

O novo partido centrista do presidente francês Emmanuel Macron está a caminho de uma vitória arrasadora nas eleições legislativas do país, após a primeira volta do acto eleitoral, realizada este domingo.

Depois de apurados os resultados finais da  votação do passado domingo, as projecções apontam que o República em Marcha, LRM, partido recém-criado por Macron, e o seu aliado MoDem, deverão conquistar 445 das 577   cadeiras (77%) na Assembleia Nacional francesa.

Com todas as urnas apuradas,  LRM e MoDem alcançaram ontem 32,3% dos votos . O resultado final será conhecido no próximo domingo, após a segunda volta da votação, nos círculos em que nenhum candidato tenha obtido a maioria absoluta dos votos.

Os Republicanos,  direita conservadora francesa, ficaram com menos de 16% , enquanto o anterior partido no poder,  o Partido Socialista, ficou com apenas 7,4% . A Frente Nacional, de extrema-direita, ficou com 13,2% e o França Insubmissa, de extrema-esquerda, com 11%.

A  afluência às urnas de 48,7%  ficou abaixo da primeira volta das legislativas de 2012, que registaram 57,2%. Os analistas atribuíram a abstenção a um possível desânimo entre os oponentes do presidente, previsível vencedor com maioria absoluta.

O partido de Macron foi criado o ano passado, com muitos nomes da sociedade civil e de fora da política tradicional, e procurou a  renovação da cena política francesa . Os seus candidatos tinham como critério um  máximo de 2 mandatos em cargos políticos anteriores.

O próprio presidente Macron, antigo ministro das Finanças do ex-presidente Hollande, nunca tinha disputado uma eleição antes de conquistar a Presidência , e construiu sua plataforma política com um forte apelo à renovação.

Para Hugh Schofield, correspondente da BBC em Paris, não há qualquer dúvida acerca da extraordinária proeza obtida por Macron . “Sim, Macron teve sorte, mas também previu com destreza – com os movimentos certos na hora certa – como o mapa da política francesa estava à espera de alguém que o redesenhasse”, diz.

Se as projecções se confirmarem, a  mudança na Assembleia Nacional será a maior desde 1958, altura em que o mítico Charles de Gaulle instituiu a Quinta República francesa.

Para os analistas, além de ter sabido cavalgar a onda do desejo da sociedade francesa de renovação política, Macron soube construir rapidamente a imagem de presidente, dentro e fora da França, apesar da inexperiência e de ter apenas 39 anos.

Durante a campanha, Macron tinha prometido “reabilitar” a função presidencial, desgastada após os mandatos do socialista François Hollande (2012-2017) e do conservador Nicolas Sarkozy (2007-2012), e desde a sua eleição tem sabido caminhar nesse sentido – a começar pela forma como geriu as candidaturas do seu partido às legislativas.

Também  no plano internacional Macron já deixou a sua marca , sobretudo na forma como se tem oposto ao presidente norte-americano,  Donald Trump . Para a história já entraram o brilhante “ Make Our Planet Great Again ” com que Macron reage à saída dos EUA do Acordo de Paris, e   um aperto de mão   de que Trump não estava à espera.

 

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