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Metade do valor das facturas de electricidade dos portugueses corresponde a taxas e impostos

29-11-2019 - RTP

Quase metade do valor das facturas da electricidade dos portugueses diz respeito a taxas e impostos. Um resumo da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) concluiu que Portugal foi, no primeiro semestre deste ano, o terceiro país da União Europeia com as taxas mais elevadas.

"A componente de taxas e impostos (…) apresenta para Portugal um peso de 49% do preço total pago pelos consumidores", sendo apenas superado na Dinamarca e Alemanha, indica o resumo da ERSE.

Excluindo as taxas de impostos, e comparando apenas as componentes de energia e redes para o consumidor, a ERSE refere que "os preços em Portugal são inferiores aos de Espanha e aos da média da Euro Área e da União Europeia", surgindo Portugal "entre os países em que a componente de energia e redes é menor".

No primeiro semestre deste ano, Portugal registou, pela primeira vez desde 2014, um preço médio da electricidade para consumidores domésticos inferior ao da zona euro.

É nos países de Leste que se verificam os preços mais baixos na electricidade, segundo a ERSE. No primeiro semestre deste ano, as maiores descidas ocorreram na Dinamarca (-4,3%), Portugal (-4,1%), Polónia (-3,1%) e Grécia (-1,3%).

Relativamente aos consumidores industriais, a ERSE diz que "os preços praticados em Portugal são inferiores aos preços médios dos países da Euro Área e da União Europeia, bem como aos de Espanha", mas nota que, também neste caso, a componente de taxas e impostos "é uma das mais elevadas a nível europeu".

Gás natural

No que respeita ao gás natural, no consumo doméstico "os preços em Portugal estão alinhados com os preços praticados em Espanha, são inferiores aos preços da média dos 19 países da Euro Área e superiores aos preços médios dos 28 países da União Europeia", sendo nos países de leste que se verificam preços inferiores.

"Portugal é um país com consumos unitários reduzidos comparativamente com os restantes países da Europa, uma vez que não existe uma grande penetração do gás natural para aquecimento, o que justificaria em parte a existência de preços médios mais elevados face a países com maiores consumos 'per capita' e consequentemente com uma maior utilização das redes de distribuição com custos por unidade de energia consumida mais reduzidos", nota a ERSE.

Quanto ao consumo industrial de gás natural, "pode constatar-se que Portugal apresenta preços médios superiores aos da média dos países da Euro Área, aos da média dos países da União Europeia e aos de Espanha".

c/ Lusa

 

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