Edição online semanal
 
Sexta-feira 6 de Dezembro de 2019  
Notícias e Opnião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

“A violência contra as mulheres tem de ser enfrentada em todas as frentes”

29-11-2019 - N.A.

O Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher foi marcado por manifestações em Aveiro, Braga, Coimbra, Lisboa, Porto, Viana do Castelo e Viseu. Na manifestação de Lisboa, a deputada Sandra Cunha, considerou que este é um “problema estrutural da sociedade portuguesa” e relembrou o trabalho do partido sobre o tema.

“Justiça machista, não é Justiça”. “Deixa passar, sou feminista e o mundo vou mudar.” Estas foram duas das palavras de ordem cantadas esta segunda-feira em várias cidades do país. Aveiro, Braga, Coimbra, Lisboa, Porto, Viana do Castelo e Viseu saíram à rua em manifestação ao final da tarde para assinalar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher mobilizando-se com o lema “nem mais uma”.

Os números provam a dimensão do problema mesmo que não ilustrem a dimensão pessoal da tragédia: 500 mulheres assassinadas em Portugal nos últimos quinze anos. Números violentos que mostram também que as políticas públicas de combate à violência contra as mulheres e de violência doméstica têm falhado.

É isso mesmo que pensa Sandra Cunha, deputada do Bloco presente no protesto. Classificando os números de violência doméstica e de femicídios como “negros”, salientou que os últimos vinte anos de políticas públicas de combate a estes fenómenos “não têm dado os resultados que queremos”.

Para a deputada bloquista, as falhas acontecem em vários pontos: “tem falhado aquilo que é a resposta da justiça, tem falhado aquilo que é a resposta da saúde, aquilo que é a resposta da educação, aquilo que é a resposta da polícia”.Por isso e por ser “um problema estrutural da sociedade portuguesa”, considera que “continuamos a ter de actuar em todas as frentes”.

Uma dessas frentes é a legislação, “um pilar absolutamente importantíssimo para enfrentar qualquer problema social”. A esse propósito lembra que o Bloco de Esquerda entrou nesta legislatura com dois projectos de lei “que visam combater este flagelo e melhorar aquilo que é a protecção das vítimas”. “Um que tem a ver com a recolha de depoimento para memória futura. Porque sabemos que este é um crime que tem uma prova muito difícil. E outro que visa proteger as crianças que testemunhem ou que vivam em contexto de violência doméstica e que continuam sistematicamente a não ter estatuto de vítima”, explica.

Mas a deputada reitera que “não chega” esta frente. A violência tem de ser enfrentada “na sociedade civil, nas escolas, na rua, na família” mas também com investimento “para que se possa realmente implementar depois as políticas”.

Uma das preocupações da dirigente bloquista é “dotar as câmaras municipais de capacidade, de recursos humanos, de conhecimento, de competências para localmente também combaterem a violência doméstica”. Nesse sentido, o partido endereçou um requerimento a todas as Câmaras Municipais para perguntar se integram a rede nacional de apoio à vítima de violência doméstica, se têm estruturas de acolhimento de emergência, casas-abrigo, “porque todas essas infra-estruturas e conhecimento são absolutamente essenciais”.

Sandra Cunha concluiu que “isto tem de ser um trabalho conjunto, um trabalho de legislação, no Parlamento, um trabalho de investimento por parte do governo, e um trabalho de rua, de sensibilização e de educação para a igualdade, para não discriminação, enfim para o combate, à violência contra as mulheres”.

Fonte:Esquerda.net

 

Voltar 


Subscreva a nossa News Letter
CONTACTOS
COLABORADORES
 
Eduardo Milheiro
Cordenador
Marta Milheiro
   
© O Notícias de Almeirim : All rights reserved - Site optimizado para 1024x768 e Internet Explorer 5.0 ou superior e Google Chrome