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Sexta-feira 6 de Dezembro de 2019  
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╔ preciso exclusividade no SNS para haver melhores cuidados de sa˙de

22-11-2019 - N.A.

No Parlamento, Moisés Ferreira defendeu que o Serviço Nacional que o país quer “não é dos encerramentos” nem o que “está proibido, por despacho, de contratar os profissionais de que necessita” mas o “dos “profissionais e utentes”. Por isso, é precisa a exclusividade de funções para melhorar a saúde.

Moisés Ferreira considera que o Serviço Nacional de Saúde português é “imprescindível” à população e “um dos melhores do mundo” e que é a ele que devemos a “redução drástica” da mortalidade materna e infantil e o aumento da esperança média de vida.

Também os profissionais de saúde que neles trabalham “são dos melhores do mundo”, devendo-lhes “a resiliência do SNS e a sua capacidade extraordinária de fazer da Saúde um Direito”.

Por isso, o “único caminho” que julga ser viável é “o do seu reforço”. Um caminho oposto ao da “manta curta que destapa de um lado para tapar do outro”.

Deste ponto de vista não é “aceitável que se coloque em cima da mesa hipóteses como a do encerramento rotativo de urgências obstétricas, como na área de Lisboa”. Nem é aceitável “que se encerrem serviços, ora à noite, ora ao fim de semana, por falta de profissionais, como acontece no Garcia de Orta” ou “que faltem profissionais para garantir escalas ou para fazer face às listas de espera para consultas e cirurgias”. Isto porque “o SNS não pode ter um serviço intermitente”.

O deputado bloquista insiste que “o SNS que o país quer não é o dos serviços mínimos, é o da resposta pronta para todas as necessidades”. Ou seja, “o nosso SNS não é dos encerramentos, ora temporários, ora rotativos” e também “não é o que está proibido, por despacho, de contratar os profissionais de que necessita” mas o “dos profissionais e dos utentes”. Isto é “o que contrata e cria condições para a permanência no SNS”.

Moisés Ferreira trouxe ao Plenário os números que ilustram as carências do Serviço Nacional de Saúde: dos 1400 obstetras do país apenas 850 estão no SNS; dos 2000 anestesistas inscritos na ordem apenas 1090 trabalham no setor público; dos 2000 pediatras apenas há no SNS 1164 especialistas em Pediatria e 64 em cirurgia pediátrica. O mesmo, garante, se passa em “muitas outras especialidades”.

É esta a realidade que o Bloco pretende mudar “para termos um SNS robusto, com acessibilidade e rapidez de resposta”. Para o fazer, o partido propõe “que o governo retire o garrote ao SNS” e um regime de exclusividade dos profissionais para reter o seu “recurso mais valioso do SNS”.

Uma exclusividade que deve vir acompanhada de incentivos na remuneração, na progressão, nas horas para investigação e na organização do tempo de trabalho. Mais caro do que a exclusividade, considera “é não haver profissionais no SNS” porque se tem de gastar em trabalho suplementar e prestação de serviços. Ou seja, no final de contas “desperdiçam-se” muitos recursos porque não há um regime de exclusividade.

Fonte: Esquerda.net

 

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