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Ex-presidente do Turismo do Norte acusado de pagar a clubes para chegar a presidente da Liga

01-11-2019 - N.A.

O ex-presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Melchior Moreira, foi acusado de patrocinar duas equipas desportivas para conseguir apoio dos dirigentes desportivos numa eventual candidatura à presidência à Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Em causa estão, de acordo com a acusação, no âmbito da  Operação Éter, e citada pelo jornal Público , dois jogos do Vitória de Guimarães, onde os vimaranenses tinham publicidade do Turismo do Porto e Norte nas camisolas e noutra do Geoparque de Arouca. O patrocínio terá custado  mais de 100 mil euros  ao TPNP, dividido por vários contratos, alegadamente para contornar regras da contratação pública.

Em relação ao Sporting Clube de Braga, em causa está um contrato de patrocínio para a promoção da região Norte, em Madrid, quando a equipa de futsal do Braga disputou a Elite da UEFA Futsal Cup, em Novembro de 2017. No contrato estará escrito que o clube recebia  15 mil euros para publicitar  a marca do Turismo Norte nas camisolas dos futebolistas.

Estes dois clubes fazem parte do role de oito entidades colectivas acusadas. Além disso, há 21 pessoas singulares envolvidas no processo, onde se destaca Melchior Moreira e outros sete profissionais do Turismo do Norte.

Apesar de o Ministério Público ter avançado com a acusação, continuou a investigar num processo autónomo a  forma como foram contratadas dezenas de lojas  de turismo interactivas da região Norte.

Melchior Moreira está preso  preventivamente há cerca de um ano por perigo de perturbação de inquérito. Além dos patrocínios aos clubes, a acusação faz referência a crimes relacionados com procedimentos de contratação de pessoal e de aquisição de bens por parte dos responsáveis do Turismo Norte, bem como, a utilização de meios do turismo para fins pessoais.

A Operação Éter investiga suspeitas em torno de contratos, por ajuste direto, de mais de cinco milhões de euros efectuados pelo TPNP com empresas de José Simões Agostinho, empresário de Viseu.

José Simões Agostinho  também está entre os suspeitos da investigação, tal como a directora do TPNP,  Isabel Castro , a jurista da entidade,  Gabriela Escobar Gomes , e a empresária  Manuela Couto , detentora de empresas de comunicação.

Fonte: Zap

 

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