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Afinal quem é o "papagaio-mor" do reino? "Não metam o Presidente nisto"

27-09-2019 - Catarina Maldonado Vasconcelos com Paula Dias

Ricardo Sá Fernandes não quer que fique qualquer dúvida no ar, e diz-se mesmo "absolutamente peremptório de que o major Vasco Brazão não tem nenhuma indicação ou suspeita de que o Presidente da República (PR) tivesse conhecimento do que quer que fosse".

ão metam o PR nisto, porque ele não tem nada a ver com isso." O pedido é feito pelo advogado Ricardo Sá Fernandes, em declarações à TSF. O jurista que representa Vasco Brazão, antigo porta-voz da Polícia Judiciária Militar apanhado numa escuta a referir-se ao "papagaio-mor do reino", afirma que Marcelo Rebelo de Sousa não tinha conhecimento de qualquer roubo de armas em Tancos até à sua recuperação.

A TVI noticiou esta terça-feira que o major da PJ-Militar Vasco Brazão se referiu, numa escuta telefónica, ao Presidente da República, como o "papagaio-mor do reino", que, segundo ele, sabia de tudo.

De acordo com Ricardo Sá Fernandes, o que foi concluído da fase de inquérito em nada envolvia o chefe de Estado. "Já Vasco Brazão foi ouvido pelo Ministério Público durante o inquérito sobre essa escuta, e teve oportunidade de esclarecer os pontos que interessavam: primeiro, que não visava o senhor Presidente da República; segundo, que não tenho nenhum elemento que indique que o Presidente da República estivesse a par do que tinha acontecido em Tancos, aquando da recuperação das armas."

O advogado não quer que fique qualquer dúvida no ar e diz-se mesmo "absolutamente perentório de que o major Vasco Brazão não tem nenhum elemento ou indicação ou suspeita de que o senhor Presidente da República tivesse conhecimento do que quer que fosse". Ricardo Sá Fernandes considera estas suspeitas infundadas e afiança que simplesmente "não são verdade".

"O major Vasco Brasão nunca contactou, directa ou indirectamente, com o Presidente da República sobre qualquer matéria deste assunto", diz o representante legal do major, que fez questão de se posicionar "em defesa da verdade e da honra de Vasco Brasão e do Presidente da República, que foi arrastado para esta situação".

Para Sá Fernandes, as escutas não podem ser interpretadas sem que haja uma compreensão mais abrangente. "Quando as pessoas estão a falar ao telefone sem saber que estão a ser escutadas, conversam de uma forma que pode suscitar equívocos. Admito que dessa conversa pudesse surgir esse equívoco, mas tudo foi esclarecido no inquérito."

Também ouvido pela TSF, Ricardo Bexiga é uníssono com a apreciação de Ricardo Sá Fernandes: "O relatório tem conclusões de todos os partidos com assento na Assembleia da República, e não há qualquer dado que indique que o Presidente da República tenha tido qualquer conhecimento do roubo das armas ou no momento em que estas foram reavidas."

De acordo com o deputado do PS, o "Presidente tem razões" para estar indignado, principalmente por este assunto emergir numa fase de segredo de Justiça.

O jornalista Paulo Baldaia comentou também a notícia da TVI, e considerou um "exagero por parte do Ministério Público dar como certo uma coisa que a pessoa visada no telefonema através do seu advogado já desmente".

O comentador, em declarações à TSF, lembra como a expressão "cata-vento mediático" ficou colada a Marcelo Rebelo de Sousa, aquando de um comentário de Pedro Passos Coelho.

Ainda assim, na perspectiva do jornalista, o Ministério Público deveria ser "mais assertivo no tipo de conclusões que tira".

TSF com Lusa

 

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