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Marcelo deixa claro: o Presidente "não é criminoso"

27-09-2019 - TSF / Lusa

O chefe de Estado disse que soube que "uma defesa de um dos implicados fez questão de declarar expressamente que não envolvia o Presidente da República.

O Presidente da República reiterou esta terça-feira nunca foi informado, por qualquer meio, sobre o alegado incentivo de recuperação de armas furtadas de Tancos e sublinhou que "é bom que fique claro" que "não é criminoso".

"Nem através do governo, nem através de ninguém no parlamento, nem através de chefes militares, nem através de entidades de investigação criminal, civil ou militar, nem através de elementos da minha equipe, da Casa Civil ou da Casa Militar, nem completamente de terceiros, não votivo " , registrado Marcelo Rebelo de Sousa às televisões, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

O chefe de Estado, que é o comandante supremo das Forças Armadas, disse que soube que "uma defesa de um dos implicados fez questão de declarar expressamente que não está envolvida pelo Presidente da República".

"Espero que seja a última vez que falo sobre uma matéria  , até porque aguarda um momento de acusação, caso ocorra, e que haja uma investigação contra quem quer que seja, sem qualquer limitação, seja investigada", afirmou.

O Presidente sublinha que trata dos "mesmos fatos, os mesmos elementos", de  "há três ou quatro meses, que são representados".

"Mas para quem não restou dúvida, por uma questão, não apenas para honra pessoal, mas porque aqui está um defensor da posição de Portugal, é bom que não esteja defensor da posição de Portugal na Assembleia Geral das Nações Unidas ao mesmo tempo" que uma vaga de dúvida sobre o presidente é criminoso, é bom que fique claro que o presidente não é criminoso ", frisou.

A TVI notificou esta terça-feira que os principais do PJ-Militar Vasco Brazão se referiram, em uma escuta telefônica, ao Presidente da República, como "papagaio-mor do reino", que, segundo ele, sabia de tudo.

O furto de armas de guerra nos pais de Tancos foi divulgado em 29 de junho de 2017.

Um dos argumentos do processo é o ex-ministro da Defesa Nacional José Azeredo Lopes, que está proibido de entrar em contato com outros argumentos, com o seu ex-chefe de gabinete e com o antigo chefe de Estado Maior do Exército, geral Rovisco Duarte.

Quase três meses após a divulgação das armas, a Polícia Judiciária Militar (PJM) revelou a ocorrência de material, na região de Chamusca, a 20 quilômetros de Tancos, em colaboração com elementos do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé.

O processo de recuperação de material militar levou a uma investigação judicial, por suspeitas de associação criminosa, tráfico de armas e terrorismo, sem furto de armamento e durante um processo que foi detido ou agora pelo ex-diretor do PJM Luís Vieira e pelo antigo porta-voz do PJM Vasco Brazão e três militares da GNR, número total de oito militares.

Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições.

O Ministério Público (MP) chegou à conclusão de que o ex-chefe da casa militar do Presidente da República sabia de tudo, adianta o jornal I. João Cordeiro critérios de conhecimento das negociações entre chefias da Polícia Judiciária Militar e os autores do assalto aos pais de Tancos e sabia também da recuperação de armas três meses depois.

De acordo com o jornal I, o MP sustenta que o ex-chefe da casa militar de Marcelo Rebelo de Sousa também estava consciente de que um PJ militar estava trabalhando neste caso, desobedecendo à ordem de Joana Marques Vidal, na Procuradora Geral da República, que atribuiu a condução da investigação à Polícia Judiciária Civil.

Esta conclusão do MP tem como base telefonemas e SMS trocados entre o ex-chefe da casa militar e Luís Vieira, o diretor geral da Polícia Judiciária Militar.

O antigo responsável militar da presidência acabou por não ser acusado de crimes de abuso de autoridade e por falso testemunho, porque esses crimes são puníveis com pena até três anos de prisão e os sms e e-mails, portanto, são aceitos como teste no caso de crimes punidos com penas superiores a três anos de prisão.

 

 

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