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Tancos. Ex-ministro Azeredo Lopes acusado de beneficiar e proteger criminosos

26-07-2019 - Zap

O Ministério Público (MP) acusa o antigo ministro da Defesa Azeredo Lopes de ter exercido o seu cargo “sabendo que estava a beneficiar e proteger criminosos” no âmbito do caso da

“O arguido Azeredo Lopes exerceu os poderes de facto decorrentes do exercício do seu cargo público de forma perversa, bem sabendo que estava a beneficiar e proteger criminosos, condutas que sabia ser de extrema gravidade, sendo proibidas e punidas pela lei penal”, apontam os procuradores no despacho de apresentação do MP, citado esta quarta-feira pelo Correio da Manhã.

O antigo governante   teve  pleno conhecimento ” de que elementos da Polícia Judiciária Militar (PJM), como os então diretor Luís Vieira e porta-voz Vasco Brazão, “fizeram várias diligências junto de um indivíduo que estava na posse do material subtraído e com quem negociaram a entrega do mesmo, contra a promessa da sua impunidade”, pode ler-se.

Azeredo Lopes terá sido informado por Luís Vieira a 4 de agosto de 2017, segundo os procuradores do MP, do plano da PJM de negociar a entrega das armas.

Os procuradores sustentam que o ex-ministro  tinha consciência  de que estava em causa a prática de crimes e ilícitos disciplinares, mas não os denunciou às autoridades, com a intenção de permitir a recuperação das armas roubadas.

Já na semana passada, a revista  Sábado tinha avançado que o MP suspeita que Azeredo Lopes  não só teve conhecimento   sobre o plano da PJM para recuperar as armas, como também  deu o seu aval  para o para recuperar o material de guerra roubado dos paióis militares de Tancos na madrugada de 28 de junho de 2017.

MP diz que Azeredo sabia desde o início do encobrimento de Tancos e deu aval

“(…) o arguido Luís Vieira colocou o arguido Azeredo Lopes ao corrente das informações que tinha e das suas pretensões e procurou obter a concordância do ministro da Defesa, o que, efetivamente, obteve“, referem os procuradores Vítor Magalhães, Cláudia Porto e João Valente, que assinam o despacho, citados pela revista.

Em reação à notícia avançada pela Sábado na passada sexta-feira, Azeredo Lopes lamentou, em primeiro lugar, e citado em comunicado enviado às redações, “a flagrante violação do segredo  de justiça  que tal notícia consubstancia, e a que todos os agentes processuais estão obrigados por Lei”.

Depois, reforçou “as declarações feitas na comissão parlamentar de inquérito de maio de 2019” e reitera que confia na Justiça: “Confio na Justiça, com ela colaborarei, como é meu dever, e estou convicto, porque nada fiz de ilegal ou incorreto, que serei completamente ilibado de quaisquer responsabilidades neste processo”, apontou.

 

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