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"É natural que as pessoas apostem no radicalismo." O alerta dos polícias no dia em que saem à rua

26-10-2018 - Maria Miguel Cabo

A TSF acompanhou em exclusivo a reunião preparatória da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia para o protesto desta tarde em Lisboa.

A sala é pequena e está atulhada com dezenas de caixotes. No anexo onde a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) guarda o material das manifestações, há pilhas de cartazes, bandeiras, coletes e faixas.

"As faixas são sempre um bom investimento porque os problemas levam tantos anos a resolver que nós usamos a faixa anos e anos. Há reivindicações que já eram feitas antes do novo acordo ortográfico por isso tivemos só de adaptar algumas palavras. Nesse sentido, o Governo é nosso aliado, porque poupamos dinheiro em faixas!", brinca Paulo Rodrigues, Presidente da ASPP.

Olhamos em redor e confirmamos a ironia. No chão e nas paredes há dezenas de bandeiras e faixas com palavras de ordem que nos habituámos a ver nos protestos sempre que os polícias saem à rua. Na prática, a luta é intemporal e há material que não passa de moda. Exemplo é uma faixa sobre o subsídio de risco que é usada há quase 20 anos. O dirigente da ASPP diz que a explicação só pode ser uma: "Os Governos, se calhar, gostaram muito da faixa, porque não alteraram nada até hoje, e nós continuamos a usá-la."

Preparar o protesto

Com o material para a manifestação desta tarde pronto a sair, é preciso acertar agulhas sobre a organização do protesto, descemos por isso ao rés-do-chão da sede da ASPP. Sentados numa mesa redonda, com o mapa à frente, os dirigentes Paulo Rodrigues, Rui Coelho e Paulo Ferreira acertam trajetos, horários e questões técnicas que é preciso antecipar.

Esta reunião informal, acompanhada em exclusivo pela TSF, é uma espécie de preparação para a reunião que os dirigentes da ASPP vão ter daqui a umas horas com a Associação dos Profissionais da Guarda e o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional. São estas as três estruturas responsáveis pela organização dos protocolos de segurança da manifestação, em que participam também elementos da Polícia Marítima, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

Radicalismo à vista

Cinco anos depois de terem subido a escadaria do parlamento, os polícias acusam o Governo de continuar a desvalorizar as forças de segurança. Além do congelamento das carreiras e da falta de pessoal, os agentes criticam duramente o corte do subsídio especial de serviço durante as férias, em vigor desde 2010, que foi considerado ilegal pelo Supremo Tribunal Administrativo mas que ainda não foi reposto pelo Ministério da Administração Interna.

"Nós todos os dias perseguimos aqueles que cometem ilegalidades ou que não acatam as decisões do tribunal e o Governo está-se a colocar precisamente nesse espaço, portanto é natural que as pessoas comecem até a apostar na ideia do radicalismo", alerta Paulo Rodrigues.

O aviso dos polícias, em contagem decrescente para a manifestação desta tarde, em Lisboa. A concentração no Terreiro do Paço tem início marcado para as 17h00.

Fonte: TSF

 

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