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Compra de casa. Desde 2010 que não eram concedidos tantos empréstimos

14-09-2018 - D.N.

O Banco de Portugal ainda não está a conseguir travar o nível de empréstimos concedidos para compra de habitação.

Desde 2010 que não eram concedidos tantos empréstimos para compra de casa em Portugal. A continuar o atual volume de crédito concedido, 2018 pode mesmo vir a bater o valor registado há oito anos, em véspera da chegada da troika a Portugal.

Nos primeiros sete meses deste ano, os bancos emprestaram um total de 5693 milhões de euros para a aquisição de habitação. São mais 1190 milhões do que o montante emprestado para aquele fim entre janeiro e julho do ano passado. O valor está próximo dos 6141 milhões de euros registados em igual período de 2010. Nesse ano, entre janeiro e dezembro, o total de empréstimos superou os 10 100 milhões de euros.

As recomendações do Banco de Portugal que entraram em vigor em julho deste ano para travar o aumento do crédito a particulares em Portugal ainda não estão a ter efeito.No mês de julho foram concedidos 919 milhões de euros às famílias para compra de habitação. Apesar de estar ligeiramente abaixo dos 990 milhões de euros de empréstimos em junho, o valor é o segundo mais alto registado neste ano e um sinal de que a procura continua forte.

"Os custos de financiamento continuam bastante atrativos", diz Luís Tavares Bravo, economista da DIF Broker. Portugal tem o crédito à habitação mais barato da Europa e a taxa de juro média voltou a cair em julho para um novo mínimo. Segundo dados divulgados na terça-feira pelo Banco de Portugal, em julho, "nas novas operações de crédito a particulares para habitação, a taxa de juro média diminuiu dez pontos-base, para 1,35%, que corresponde a um novo mínimo da série".

Nos primeiros sete meses deste ano, os bancos emprestaram um total de 5693 milhões de euros para a aquisição de habitação

Desde o dia 1 de julho as entidades financeiras passaram a ter de considerar novas condições na hora de avaliar a capacidade do cliente para pagar o crédito, e para definirem o prazo do financiamento. As medidas introduzidas visam travar o forte aumento da procura por crédito. Os contratos passaram a ter de responder a novos limites, nomeadamente em termos da capacidade de endividamento do cliente e ainda em relação ao prazo do crédito.

"Muitas das restrições do Banco de Portugal também não são ainda visíveis, pois muitos dos compradores de casas estão também a mudar de residências anteriores que venderam com lucro", adianta. Luís Tavares Bravo lembra ainda que "há uma perceção muito favorável à reabilitação como investimento e estímulo ao negócio".

E, para investidores, o mercado imobiliário tem sido encarado como uma alternativa a outro tipo de ativos, como as ações e obrigações, que apresentam uma rentabilidade "menos interessante". Em conjunto, são fatores que dão "um suporte adicional ao imobiliário como classe de ativo". O economista destaca, por outro lado, que "a procura continua a ser muito alimentada pelos golden visa e pelo aumento dos preços em Lisboa e Porto".

O sector imobiliário tem vivido um boom suportado no crescimento do turismo e de medidas de incentivo ao investimento imobiliário

A concessão de crédito caiu de níveis históricos em 2011, aquando da crise de dívida europeia que levou Portugal a receber ajuda financeira externa. O aumento do endividamento do país e das famílias faz soar alarmes e receios sobre uma eventual nova crise. Em Portugal, o setor imobiliário tem vivido um boom suportado no crescimento do turismo e de medidas de incentivo ao investimento imobiliário.

"Não há razões para alarme no crédito ao consumo"

No crédito ao consumo, os volumes de novas operações fixaram-se em 387 milhões de euros em julho, um valor ligeiramente abaixo dos 419 milhões de euros registados no mês anterior, mas mantém-se em linha com o volume de empréstimos que tem sido registado ao longo deste ano. Foram ainda concedidos empréstimos de 143 milhões de euros a particulares para outros fins.

António Menezes Rodrigues, presidente da ASFAC - Associação de Instituições de Crédito Especializado, desdramatiza os volumes de empréstimos ao consumo que têm sido concedidos às famílias. "Não acho que atualmente existam razões para alarme quando falamos no recurso ao crédito ao consumo", afirmou ao DN/Dinheiro Vivo.

"Estamos ainda longe de atingir os valores registados antes da crise financeira internacional de 2008: 6191 milhões de euros em 2017 versus 9449 milhões de euros, ou seja, menos 34,48% do valor atingido em 2008", sublinha.

Menezes Rodrigues destaca também a queda do crédito em incumprimento, "que em 2013 era de 12,1% e, no final do primeiro trimestre de 2018, caiu para 8,6%". E defende que, "na atual conjuntura, em que os níveis de desemprego estão muito baixos e em que a economia nacional tende a crescer, é natural que o consumo também cresça".

Fonte: DN.pt

 

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