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Clube dos Pensadores recebe António Capucho

11-05-2018 - N.A.

Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores (CdP), convidou António Capucho, co- fundador do PSD, para estar presente como convidado de honra, no dia 14 de Maio, segunda-feira, pelas 21:30, no Hotel Holiday Inn em Gaia.

António Capucho, já esteve no CdP na era Passos Coelho, volta agora na era Rui Rio.

O debate, que será moderado por Joaquim Jorge, com tema livre incidirá em tudo: em António Capucho; no PSD; liderança de Rui Rio; no 25 de Abril; no funcionamento dos partidos; no panorama da política nacional.

António Capucho, destacado militante do PSD, foi expulso do partido, ao fim de mais de 40 anos de militância, partido que ajudou a fundar juntamente com Francisco Sá Carneiro, por integrar e apoiar uma candidatura independente à CM Sintra, adversária do PSD, nas eleições autárquicas de 2013, na qualidade de deputado municipal.

Porém, muitos militantes do PSD apoiaram das mais variadas formas candidaturas contrárias às do seu partido – PSD –, mas não foram expulsos, a decisão de expulsão baseou-se unicamente na integração de listas aos diferentes órgãos autárquicos.

Esta decisão, na altura, foi polémica, os estatutos do PSD, no artigo 9.º determinam que cessa a inscrição no Partido dos militantes que se apresentem em qualquer acto eleitoral nacional, regional ou local na qualidade de candidatos, mandatários ou apoiantes de candidatura adversária da candidatura apresentada pelo PPD/PSD.

Se tivesse sido aplicada à risca os estatutos do PSD, centenas de militantes do PSD teriam sido expulsos casos de: Miguel Veiga (recentemente falecido), Valente de Oliveira, Arlindo Cunha (todos apoiantes de Rui Moreira), entre outros. Ou seja, fora os próprios candidatos, os mandatários e os subscritores das candidaturas, escaparam.

António Capucho gostava de regressar ao PSD com o antigo número de militante (n.º 326) e processo de expulsão arquivado. António Capucho nunca escondeu ter simpatia por Rui Rio, em Outubro de 2017, admitira regressar desde que o antigo autarca do Porto estivesse na liderança e com garantia de que o PSD regressasse à sua matriz social-democrata.

Agora, que Rui Rio é líder, António Capucho fez um requerimento que tinha encabeçado - em nome de 18 militantes expulsos do partido por apoiarem uma candidatura independente nas autárquicas de 2013, em Sintra ¬- e no qual pedia a revogação da decisão tomada há cinco anos. O Conselho de Jurisdição indeferiu o seu pedido.

É incompreensível uma decisão destas! António Capucho não é um militante qualquer, para além de fundador do PSD, era militante há 44 anos e o que pede não é nada demais. Depois os motivos que levaram à sua suspensão não têm razão de ser, o tempo deu-lhe razão. O PSD apoiou Marco Almeida em 2017 que tinha sido apoiado pelo mesmo António Capucho em 2013, que provocou a sua expulsão. Rui Rio deveria tomar uma posição a favor da sua readmissão sem condições.

António Capucho tem uma vasta carreira política, desempenhou vários cargos no PSD: secretário-geral, vice-presidente da Comissão Política Nacional, deputado, líder parlamentar e eurodeputado. Em funções governamentais: secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro; Ministro da Qualidade de Vida; Ministro dos Assuntos Parlamentares. Por fim, foi presidente da CM Cascais.

O CdP nos seus últimos debates recebeu Mário Nogueira líder da Fenprof, António Saraiva líder da CIP , Pedro Duarte do PSD, Paula Teixeira da Cruz ex-ministra da Justiça; Jaime Nogueira Pinto politólogo e José Ramos-Horta prémio Nobel da Paz.

 

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