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Grupo Especial de Combate a Incêndios sem meios básicos

11-05-2018 - RTP

O comandante do Grupo Especial de Combate Contra Incêndios (GIPS) da GNR afirma num 'email' interno que "não tem meios necessários" básicos, como luvas, fatos, telemóveis, carros ou computadores, para trabalhar no combate aos incêndios.

No 'email' interno a que o jornal Público teve acesso, o major Cura Marques, admite que, a uma semana de terminarem a formação, os GIPS "ainda não têm equipamento de proteção individual (EPI) não têm luvas, carros, rádios, telemóveis, computadores ou impressoras, nem sequer condições de descanso em todos os centros de meios aéreos onde vão ficar sediados".

"Nesta data (a 15 de maio, quando concluírem a formação) passamos a contar com cerca de 1.070 militares, mas não temos equipamento de proteção individual (EPI) - capacete, cogula, luvas, etc -, nem viaturas para os transportar", destaca o comandante.

De acordo com o Público, o major Cura Marques terá escrito o email para informar os formandos, que terminam na próxima semana a formação e serão colocados em 33 centros de meios aéreos espalhados pelo país, de forma a "evitar algumas confusões".

"Previsivelmente (com alguma sorte à mistura) podemos ter uma farda por militar, botas, cogula, óculos e capacete no dia 20 de maio. Sublinho que só teremos uma farda... não há tecido em Portugal para mais nesta altura. Esclareço também que nesta altura provavelmente não vai haver luvas (estamos a pensar em soluções 'imaginativas' para solucionar o problema. Até agora não vemos a luz ao fundo do túnel", disse.

Segundo o jornal, o prazo começa a apertar para esta força que, depois de terminada a formação, tem de cumprir um mês de estágio, já em época de incêndios.

O comandante aponta também que poderão não estar em plena força a 01 de junho, salientando que "a normalidade só chegará mais tarde", ou seja, só em julho o GIPS terá "a possibilidade de ter tudo para trabalhar a 100%".

"Para complicar mais um bocado a nossa vida falta ainda dizer-vos o ponto de situação sobre material e viaturas. Rádios, telemóveis, computadores, impressora... Não existem", escreve o major, acrescentando que "existem alguns (rádios) usados, que talvez possam utilizar".

O major destaca também que vai ser preciso improvisar nas zonas de descanso uma vez que "camas, armários, mesas e cadeiras... não há".

Quanto aos carros de transporte e combate, é referido que "talvez em junho, julho" possa haver "algumas 'pick-ups'".

A Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda confirmou esta manhã à RTP que há falta de material e que o problema está no lançamento dos concursos públicos.

Contactado pela Antena 1, o Ministério da Administração Interna garante que quando acabar a formação dos GIPS, a 15 de maio, todos os militares vão ter os equipamentos de proteção individual.

O Ministério garante que tudo está a ser feito para garantir o cumprimento dos prazos e as viaturas atualmente existentes são suficientes para o início da missão. Este ano o grupo de intervenção proteção e socorro duplica o número de efetivos e alarga a ação a todo o território nacional.

Falta de meios aéreos

Os meios aéreos ainda não estão todos disponíveis. Neste momento, só há três helicópteros ligeiros ativos. Faltam 28.

Os três Kamov do Estado permanecem em terra, sem autorização da Autoridade Nacional da Aviação Civil para voar.

Depois dos dois concursos anulados em março, o Governo avançou para o ajuste direto com uma empresa italiana. O visto do Tribunal de Contas pode atrasar o processo. Os helicópteros poderão não estar disponíveis a 1de junho, como o governo pretendia.

De acordo com o jornal i, que analisou as diretivas operacionais dos últimos dez anos, nos anos anteriores já o dispositivo de combate aos fogos tinha entre 19 e 34 aviões. O governo contava ter já à disposição 20 aviões e helicópteros, mas só há três helicópteros ativos.

A situação na Proteção Civil tem estado ainda na ordem do dia, com o Comandante Nacional da Proteção Civil a sair do serviço. O Presidente da República já veio por várias vezes avisar que não admitirá que os problemas do ano passado se repitam.

De acordo com o Jornal de Notícias, dois terços das autarquias têm planos de emergência fora do prazo. Metade delas ainda não entregou uma atualização à Autoridade Nacional de Proteção Civil. De acordo com o jornal, o cenário é ainda mais negro nas indústrias de especial perigosidade: dos 34 planos, só três estão dentro da vigência. Obrigatórios por leio, os planos de emergência municipais são “essenciais” para o socorro das populações.

c/Lusa

 

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