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"Nada está decidido", garante provedor da Santa Casa sobre Montepio

12-01-2018 - RTP

Ouvido esta quarta-feira na Assembleia da República sobre o dossier Montepio, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa garantiu que “nada está decidido”. O processo de eventual entrada da instituição de solidariedade no capital do banco, afirmou Edmundo Martinho, está ainda “em processo de apreciação”.

“Mistificações”. Foi esta a expressão empregue pelo sucessor de Pedro Santana Lopes à frente da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para descrever a forma como a eventual participação da instituição no capital do Montepio tem sido abordada no espaço público. A começar pelos montantes.

“A Santa Casa sempre teve investimentos no sector financeiro”, lembrou Edmundo Martinho, para acrescentar que tal aconteceu “sob a tutela política” de nomes que agora põem em causa o negócio.

“Desde que o processo começou a ser estudado, há cerca de um ano, para estudar a possibilidade de a Santa Casa entrar no capital do Montepio, na altura ficou definido que no máximo podiam comprar dez por cento do capital”, continuou o responsável, no sentido de “clarificar a questão dos 200 milhões” de euros.

A Santa Casa da Misericórdia, quis ainda acentuar o provedor, apresenta “uma situação financeira de enorme estabilidade e é essa estabilidade que permite avançar com investimentos sólidos, além das funções sociais”.

Até final de janeiro

Perante os deputados, Edmundo Martinho considerou importante que a decisão sobre o Montepio esteja tomada a curto prazo, preferencialmente até ao fim do mês de janeiro. E assinalou que, a realizar-se a entrada no capital, a Santa Casa passará a estar presente nos órgãos de gestão da entidade bancária.

A imprensa tem vindo a noticiar que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa poderá entrar com 200 milhões de euros na Caixa Económica Montepio Geral, garantindo, em contrapartida, uma participação de dez por cento. A operação significaria uma valorização do banco em cerca de dois mil milhões de euros.

O pedido de audição do provedor da Santa Casa partiu do CDS-PP, que chamou também o ministro Vieira da Silva à comissão parlamentar de Trabalho e Segurança Social.

“Desconhecimento da realidade”

Em entrevista recente à Antena 1, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social atribuiu a Pedro Santana Lopes, agora candidato à liderança do PSD, a ideia de um papel da Santa Casa na banca. Já o cenário de investimento no Montepio partiu do Executivo.

Vieira da Silva repudiou, por outro lado, as críticas ao envolvimento da Santa Casa no sector financeiro, considerando que revelam “profundo desconhecimento da realidade”.

“Em toda a Europa existem instituições financeiras do sector social”, apontava então o governante.

c/ Lusa

 

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