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Rede maçónica com políticos e magistrados? "Tenho clientes que me dizem ser vítimas de extorsão"

19-03-2021 - TSF

António Lobo Xavier diz ter recebido denúncias de clientes que afirmam ser vítimas de extorsão e perseguição por parte de uma alegada rede maçónica que conta com políticos e magistrados.

Uma proposta do PSD pretende obrigar os políticos a declararem se pertencem a associações relevantes como a Maçonaria e a Opus Dei. Durante a emissão da Circulatura do Quadrado desta semana, António Lobo Xavier, advogado e conselheiro de Estado, deu exemplos de casos de perseguição por parte de uma alegada rede maçónica que, a existir, contará com políticos e magistrados.

"Eu nunca a vi nem sei que forma ela toma, mas eu tenho clientes que me dizem que são vítimas de extorsão por serem ameaçados, fazendo isto entregando dinheiro e quantias e assumindo comportamentos, senão são perseguidos por uma rede maçónica que vai desde a política até às magistraturas", denuncia António Lobo Xavier.

Logo de seguida, Lobo Xavier sublinha não saber "se isso é verdade", mas diz que tem "desconfianças"."Eu tenho desconfianças, leio livros sobre a maçonaria, conheço a história da maçonaria. Que haverá maçons existem. O problema é que eu não sei quem eles são, nem eles se declaram, tirando uma ou duas figuras em Portugal que assumem isso publicamente", sustenta.

O grão-mestre adjunto da Maçonaria, António Ventura, considera que estes casos, a serem verdade, devem ser denunciados junto das entidades competentes.

"São declarações que sugerem ou insinuam que foram praticados atos que eu considero criminosos ou potencialmente criminosos. Portanto, deveriam ser comunicados a quem de direito, às entidades que podem averiguar se ocorreram ou não e processar criminalmente os responsáveis por essas supostas ameaças", diz em entrevista à TSF.

Quanto à propostas do PSD, António Ventura considera que estas se situam numa linha "persecutória", tratando-se de uma lei "de inspiração salazarista" e que viola os princípios da Constituição da República Portuguesa.

"Por outro lado, creio que [esta lei] é não só violadora do direito à privacidade, porque parte de um pressuposto errado, parte de um pressuposto que é negativo a pertença à maçonaria ou à Opus Dei ou a qualquer organização semelhante", remata.

 

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