Edição online semanal
 
Sábado 15 de Agosto de 2020  
Notícias e Opnião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

Funcionários do PSD denunciam “desvio de fundos” ŕ PGR

24-07-2020 - Rui Avelar

Trabalhadores do partido denunciaram ao Ministério Público, ao Presidente da Assembleia da República e à Entidade das Contas e Financiamentos dos partidos pagamentos feitos pelo Parlamento.

A existência de várias pessoas a trabalhar na sede do PSD pagas pelo respectivo Grupo Parlamentar (GP) acaba de levar um grupo de funcionários a alertar para eventual desvio de fundos públicos.

Em carta dirigida ao Ministério Público (MP), ao presidente da Assembleia da República e ao da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, a cujo teor a SÁBADO teve acesso, os autores, sob anonimato, alegam que o PSD está a utilizar o orçamento do seu GP para pagar vencimentos do partido.

A título de exemplo, a missiva alude a Sara Seruca (directora de comunicação e informática na sede partidária e assessora do GP social-democrata), Natércia Barreto (que coadjuva o secretário-geral adjunto do PSD, Hugo Carneiro, e é secretária em S. Bento) e Lélio Lourenço (assessor na rua de S. Caetano à Lapa, onde coordena interinamente a área de implantação e ficheiros, e assessor em S. Bento).

A designação para o exercício de funções na sede do PSD consta de um despacho da autoria do secretário-geral, José Silvano, datado de Abril de 2019. A escolha do pessoal de apoio aos deputados social-democratas, efectuada em Novembro [de 2019], coube a um vice-presidente do Grupo Parlamentar, tendo sido divulgada pelo secretário-geral da Assembleia da República.

Emília Preto Galego (requisitada à Câmara Municipal portuense) e Luciano Gomes (com vínculo a um Agrupamento de Escolas) são assessores do sobredito GP e trabalham frequentemente no Porto para o PSD.

A porta-voz de Rui Rio, presidente do PSD e líder da sua bancada parlamentar, Florbela Teixeira Guedes, que também assessora o GP, foi requisitada à Misericórdia do Porto.

Conterrâneo de Rui Rio, Hugo Carneiro é técnico superior do Banco de Portugal e acumula a função de deputado com o cargo partidário de secretário-geral adjunto.

Numa peça publicada em 2018, a SÁBADO alude a assessores partidários pagos pela Assembleia da República, fazendo notar que o assunto é transversal a (quase) todas as forças políticas com representação no hemiciclo de S. Bento.

Sobre o PS, o artigo remetia para responsáveis pela comunicação do partido a trabalhar no largo do Rato e sem exercerem qualquer tarefa relacionada com a actividade parlamentar.

Para os autores da carta enviada ao MP e a outras entidades, trata-se de uma "prática merecedora de ser investigada por estar na origem de uma reestruturação de serviços que a direcção do PSD pretende implementar".

"A situação de promiscuidade com que o Grupo Parlamentar administra os fundos postos à sua disposição só é possível porque Rui Rio e Hugo Carneiro estão nas duas direcções", acentua a missiva.

Neste contexto, funcionários do PSD e do GP do partido questionam se "será legal" utilizar o orçamento de grupos parlamentares para "pagar suplementos remuneratórios nos partidos".

A interrogação é feita no pressuposto de que haja "situações análogas" noutros grupos parlamentares.

"Pode a dotação posta à disposição do GP para salários do seu pessoal ser utilizada para fim diverso"?, perguntam os autores, sob anonimato, questionando, por outro lado, se funcionários dos grupos parlamentares podem exercer simultaneamente funções profissionais com carácter permanente em entidades externas ao Parlamento.

Fonte: Sábado.pt

 

Voltar 


Subscreva a nossa News Letter
CONTACTOS
COLABORADORES
 
Eduardo Milheiro
Cordenador
Marta Milheiro
   
© O Notícias de Almeirim : All rights reserved - Site optimizado para 1024x768 e Internet Explorer 5.0 ou superior e Google Chrome